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Manha

Átrio, atributo do inacabado, lapidar radiante do verbo sem sentido. Infinito obsessivo do ponto contínuo.
Em outras galáxias procuro pó de fada, sereias e pirlipins.   Sem lógica, ais de mim.

Vento no sicômoro

Sopra o  e os olhos flutuantes suspiram memórias na aresta infinita do sargaço esguio. Sereias ensimesmadas banham-se em ondas de lavanda.
A raga implora para o vento xucro. Me leve, me arraste. E o vendaval incrédulo anseia o apagar de seu corpo toda dor.
Levo as mãos em concho ao ouvido Ruídos rasgam-me a alma orquestrados pelo escritor zen.

A cura do berimbau é nada e reflete no oceano de quens
calada pelos esturros etéreos.

Gris

Gris perfis Intenções vis Ações sutis Desejos anis Sem fins

Céuzento

Vejo céu no cinza em brumas urbanas anseando pela aurora. Espectros de anjos observam
e rogam por um desfecho abissal.

Crendices

Xango mandou banho de ofurô em estrela.  Ya raiou em mantra e implorou pelas núpcias da escuridão. Lágrimas rastejaram em mantra de avenca perfumada. Fez-se silêncio abissal. Neste instante, renasceu o pomar de abios. Todos engoliram o sobranceiro. O sopro secular assoviou lambendo úlceras e algos. Vomitou elogios etéreos. Enquanto o espírito entretece uns oráculos, Jasmins bailam e se calam. O baile da concha alva jaz além. perdido no papel de arroz. Entre o sublime toque do unicórnio e a radiação infinita.  Pedras me elogiam. Orgulho irrequieto. Certeza do concreto invisível e do calabouço.
Eu em mim.