A minha alma que era purpurina, virou pó cinza.
Agora jogo confete no sofrimento.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Maré de ilusão
Agora fecho-me em ostra.
E borbulho desgosto.
Eu, sereia ensimesmada,
canto pra esquecer o sofrimento.
Afundo no lembrar que já não quero
perdendo-me na profundeza abissal da noite.
Anseio vir à tona...
E aspirar o dia.
E borbulho desgosto.
Eu, sereia ensimesmada,
canto pra esquecer o sofrimento.
Afundo no lembrar que já não quero
perdendo-me na profundeza abissal da noite.
Anseio vir à tona...
E aspirar o dia.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
VentaMente
Eu tenho medo do que escrevo seja algo velado na memória.
Que a dor que sinto seja uma flecha procurando o alvo,
Repetindo a saga, o conto nunca contado.
Da ave que leva na asa, a própria história.
E é assim que a vida continua.
O pranto procurando o santo,
assim como saio por aí, te procurando.
Organizando pensamentos,
Âncoras remendadas.
De esquecimentos mal resolvidos, passados.
Quero voar de novo, cortar o vento.
Sanar a dúvida do que vejo. Te tirar do peito e te deixar a salvo.
Que a dor que sinto seja uma flecha procurando o alvo,
Repetindo a saga, o conto nunca contado.
Da ave que leva na asa, a própria história.
E é assim que a vida continua.
O pranto procurando o santo,
assim como saio por aí, te procurando.
Organizando pensamentos,
Âncoras remendadas.
De esquecimentos mal resolvidos, passados.
Quero voar de novo, cortar o vento.
Sanar a dúvida do que vejo. Te tirar do peito e te deixar a salvo.
GRACÓREOS
Sou uma metáfora de mim mesmo. Um artigo meio indefinido, como meus pensamentos. As mal traçadas linhas da minha existência constantemente se fundem e se afastam. Sou sujeito concreto e áspero. Anseio um complemento, mas sou pálido, intransitivo. Queria amar; e de forma passiva, tranqüila; ser amado. A dor, acredito, deveria ser abstrata para sempre, mas é constante e forte. As minhas lembranças são agudas e circulam perplexas pela minha mente.
É uma conjunção de símbolos e fatos que, ou não possuem porquês, ou porque não os entendo mesmo. Sou cruel e possessivo em último grau. Sou exagerado, vivo meus sentimentos em estado superlativo. Amo demais, odeio demais, me desfaço e recrio.
Meu corpo, labirinto de formas indecifráveis tomado por sentimentos enigmáticos. Invadem minh´ alma, percorrem os códigos imperfeitos do meu pensamento e me levam ao chão. As palavras já não me servem. O corpo fala, mas estou mudo. Sou só sentimento e medo. Desejo o êxtase ênclise, sempre.
É uma conjunção de símbolos e fatos que, ou não possuem porquês, ou porque não os entendo mesmo. Sou cruel e possessivo em último grau. Sou exagerado, vivo meus sentimentos em estado superlativo. Amo demais, odeio demais, me desfaço e recrio.
Meu corpo, labirinto de formas indecifráveis tomado por sentimentos enigmáticos. Invadem minh´ alma, percorrem os códigos imperfeitos do meu pensamento e me levam ao chão. As palavras já não me servem. O corpo fala, mas estou mudo. Sou só sentimento e medo. Desejo o êxtase ênclise, sempre.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Sopro de Deus
Assovio na imagem do espelho
Onde pairam o orvalho e a neblina vivificante.
Agonizo no claustro românico com gritos de leão.
E diante do céu de búfalo, anseio telescópio para sentir jarros de mim.
O vazio na garganta invade a bárbara língua.
De onde brota água fria do sereno.
O invólucro do gongo a impede de acordar.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Concreto ou abstrato
E fez o homem com salmos de chuva, temeroso do vocábulo sagrado.
Eis sua criação com sino de ouro: corsário das verdades, dos amores náufragos, dos absurdos.
E Ele, envergonhado, consolou-se na calêndula, cansado do deboche demoníaco.
Ali, o ser segue errante, um zumbi de suas vontades.
O fruto verde que se encontra e se perde, um grito no escuro.
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